É mesmo difícil falar de nós. É estranho. É como se nos atirássemos ao mundo sem rede. É despirmo-nos de uma casca frágil que julgamos proteger-nos.
No bloco riscou-se primeiro o canto da folha e cada início de possível frase. Talvez seja, para além do medo, o desconhecer palavras que não atraiçoem.
Sinto-me estranha. Sabia que em algum momento da vida sentimos falta de alguma coisa e que fazemos tudo para a alcançar. Sabia que há momentos em que apreciamos muito a proximidade de alguém e que o prazer de minutos perto é eterno. E achei que saber sentir tudo isto era bastante para gerir sorrisos tranquilos.
Mas agora sei que se pode sentir falta de algo que não depende do quanto caminhamos… falta de algo que só perto se pode sentir, mas que a voz embargada não sabe pedir… falta de algo que o tempo não acalma e não esquece… falta de algo tão simples que só tem um nome… mimos.
No bloco riscou-se primeiro o canto da folha e cada início de possível frase. Talvez seja, para além do medo, o desconhecer palavras que não atraiçoem.
Sinto-me estranha. Sabia que em algum momento da vida sentimos falta de alguma coisa e que fazemos tudo para a alcançar. Sabia que há momentos em que apreciamos muito a proximidade de alguém e que o prazer de minutos perto é eterno. E achei que saber sentir tudo isto era bastante para gerir sorrisos tranquilos.
Mas agora sei que se pode sentir falta de algo que não depende do quanto caminhamos… falta de algo que só perto se pode sentir, mas que a voz embargada não sabe pedir… falta de algo que o tempo não acalma e não esquece… falta de algo tão simples que só tem um nome… mimos.






