segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Just imagine

Imaginação - aquela porta abre os olhos da alma e que oferece viagens inesquecíveis.

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Obrigada.

domingo, 25 de novembro de 2007

Novos desafios

"De tudo só ficam três coisas:
A certeza de que estamos sempre começando.
A certeza de que é preciso continuar.
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar.
Portanto devemos fazer:
Da interrupção um novo caminho.
Da queda, um passo de dança.
Do medo, uma escada.
Do sonho, uma ponte.
Da procura, um encontro."

(Fernando Pessoa)



Ser-se do tamanho dos desafios é transformá-los em oportunidades.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

"noites em branco"

Ansiava o escuro… aquele que a noite traz, às vezes, sem doer. Marquei a hora de acordar e os olhos atraiçoaram-me… naquele momento, não pelas horas, mas por terem poisado ali, onde o sono se confunde na esperança e, sem fugir, não se sente capaz de vencer o cansaço.
Quis enganar-me apagando a luz, tentando adormecer para o lado errado… fazendo de conta que não tinha lido o post-it de há tanto tempo… actual.
Tudo foi presente recontado, como que presentes desembrulhados, outra vez, devagarinho, a saborear cada cor que os envolvia, cada traço e enlaço que os preenchia.
Entre perguntas, raiva minha e… perguntas, fiquei sem perceber o porquê das “noites em branco” quando, depois de tantas acordada, nunca assisti a nenhuma com essa cor.
A manhã chegava como o futuro… sem pedir.



terça-feira, 20 de novembro de 2007

Calor estranho

Já não havia folhas caídas no chão… aquelas que marcavam o andar… que estalavam debaixo dos pés… e davam cor ao caminho.
Não houve os olhares já habituais da manhã… Os olhos estavam postos no chão ou, pelo menos, tapados pelo chapéu, a evitar desconfortáveis passos.
Parecia de noite e eu tinha sono.
O coração pulsava na cabeça e tentava não pensar para além dos ponteiros a rodar. Impossível… Estava frio… Esbocei um sorriso ao perceber que ainda tinha calor ao deixar fugir, num bom dia, aqueles vapores de dias de Inverno.

sábado, 17 de novembro de 2007

Custa acordar

Fiz de tudo para... não me desiludir... ou para (não) sentir aos pouquinhos.
Tentei colorir mesmo quando as mãos estavam atadas.
Tentei ver outro lado mesmo quando tudo era unilateral.
Tentei ser mesmo quando deixei de existir.
Mas, os lápis acabaram, os olhos já não se enganam e eu... rebentei, como se não não tivesse havido qualquer treino (de dor).
Já não há desculpas... justificações aparentes encontradas no meu querer.
Está tudo (con)sentido sem sentido.
Percebo que não deixei de saber sonhar, mas que algum tempo não passou de um sonho.






quarta-feira, 14 de novembro de 2007

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Pequena Dor

"A tua pequena dor
Quase nem sequer te dói
É só um ligeiro ardor
Que não mata mas mói

É uma dor pequenina
Quase como se não fosse
É como uma tangerina
Tem um sumo agridoce

De onde vem essa dor
Se a causa não se vê
Se não é por desamor
Então é uma dor de quê?

Não exponhas essa dor
É preciosa é só tua
Não a mostres tem pudor
É o lado oculto da lua

Não é vício nem costume
Deve ser inquietação
Não há nada que a arrume
Dentro do teu coração

Talvez seja a dor de ser
Só a sente quem a tem
Ou será a dor de ver
A dor de ir mais além?

Certa é ser a dor de quem
Não se dá por satisfeito
Não a mates guarda-a bem
Guardada no fundo do peito"

Letra: Carlos Tê
Canta: Rui Veloso
Cabeças no ar

domingo, 11 de novembro de 2007

À procura de um GPS

Olho antes de escolher. Quando volto a abrir os olhos tantos passos já foram dados. Não sei por onde andei, mas sinto o que ficou para trás.
Pesa. Flutuo. Paro.
Mais uma vez, voltas de reviravoltas trocadas.
Tu, por onde andas? À procura de um GPS?
Talvez seja incompatível com a omnipresença.



sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Perto de ti...

"Não chores quando chegares à porta que eu ainda sinto...
Sorri... foi assim que me aproximei de ti."

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

vapores de nada

Um dia,
Talvez de noite,
Tanto do tudo esfumou-se…
Agora, em vapores de nada,
Inventam-se acordares com lua e sol
E sopram-se estrelas em nortadas.
As palavras caem a meio da linha
Como se se afogassem entre pensamentos.
Não são ditas, sussurradas.
São sentidas, apenas pensadas.
Foram roubadas,
Sequestradas com sorrisos.
Sem recompensa nem dono,
Pertencem-me.
(Co)movem-me.
Como crianças,
Procuram abrigo,
Fogem do medo,
Choram perdidas sozinhas.
Impera o silêncio.






terça-feira, 6 de novembro de 2007

domingo, 4 de novembro de 2007

aqueles outros... ares...

Há tanto tempo que não estava naquele lugar, daquele lado, àquela hora. Ali, onde vou para me ouvir ouvindo-nos, ficou ao meu lado quem parecia querer apenas fazer-se notar. Mais alto que todos, coordenada (ou nem por isso), mostrava que eram muitos os anos que por ali passava uma hora de vez em quando… sim, o relógio contava os minutos. Preocupada, interessada pelo meu bem parecer, olhou-me várias vezes. Apeteceu-me dizer que as calças eram novas, mas não ia acreditar.
Lá se foram quase todos os meus planos daquele encontro… Pensei, num dos momentos de maior comunhão de sentimentos, que finalmente a sintonia seria perfeita. Estava enganada… inventava palavras, nitidamente, vazias… tal como os gestos quando se distraía. Saiu pela passadeira vermelha e eu, enquanto revia pessoas de há muito, pensei que se a radiografasse ficaria tudo preto… cheio daqueles ares.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Esperança

Desdobra-se em cada esquina, acorda com o sol e dá brilho às estrelas…
Espreita todos os sonhos, leva nas asas desgostos e (en)canta corações…
Sobrevive de sorrisos e vive neles…
… só assim nos invade... eternamente.