quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Sem qualquer sentido...


Lembro-me de querer crescer...
Sonhar decidir a minha a vida
E cada instante do futuro...
Fazer de conta era só uma brincadeira
Num mundo que era sempre colorido
Sem diferença entre coração e a razão.
Hoje o mundo é uma bola de betão
Que gira sem qualquer sentido...
Entre o coração e a razão há uma barreira
E o chão onde caio ficou mais duro...
Sonho agora limitada às regras da vida
Que, sem brincar, faz-de-conta ser...






Ni

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Morno, meio frio...




Sinto-me profundamente perdida
Num lugar que (des)conheço
Com conhecimento de causa...
É morno, meio frio...
É cinzento, só meio pintado...
Sinto-me (des)amarrada de mim,
Entranhada noutro eu,
Num voo a alturas diferentes,
Num espaço sem fim,
Sem fronteiras de qualquer razão...
Sinto-me pertencente a um sonho
Que não sei como se sonha...
Que existe sem existir,
Que se esquece da sua essência
Que me prende a um amor.





quarta-feira, 20 de abril de 2016

Ter Fé dá muito jeito...


Ter Fé dá muito jeito...
(... às vezes)
Dá sentido ao caminho que não sei percorrer...
Dá esperança à espera que faz desesperar...
(... às vezes)
Faz continuar quando apetece desistir...
Faz sorrir quando apetece chorar...
(... às vezes)
É tão estranho
(... às vezes)
... Que continua a cativar...







Ni

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Maior...!



O tempo passa
E o amor fica...
O tempo passa...
Os ponteiros não param de rodar,
O sol adormece na lua e volta a acordar...
O vento sopra, as folhas caem,
O calor aparece, as flores crescem...
Tudo passa e volta...
Quase tudo muda numa reviravolta...
Mas o amor fica...
Fica o amor sempre maior...
Cresce com(o) o tempo,
Acorda sempre como o sol...
Dança com as folhas no vento,
Cresce de face ao céu feito girassol...
É assim o amor...
Maior que o tempo...
Maior que a razão do sentimento...
Maior...
É isso o amor...
Maior!








Ni

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

É Natal (?)

É Natal...
Lá fora... é natal.
Há luzes a brilhar,
Há música no vento a dançar...
As ruas disputam decorações...
As pessoas procuram prendas e promoções...
Há barulho, burburinho...
Há agitação em todo o caminho.

E cá dentro? É Natal?
Temos a alma leve e a brilhar
E no coração a certeza de amar?
Preparamos e decoramos o interior
Para em nós nascer o Amor?
Espalhamos em cada sorriso o carinho
Para que ninguém viva sozinho?

É Natal?

É Natal...
... Se nas luzes brilhar o amor
... Se as músicas forem hino de alegria
... Se as prendas forem sorrisos
... Se em todos nascer o Amor.






Ni

domingo, 13 de dezembro de 2015

Silêncio de palavras


Os muros, erguidos pelo silêncio,
Entre as dúvidas e as certezas,
Dão força ao frio...
Dão razão às tristezas.

As palavras que o silêncio congela
Ficam presas na triste razão...
Bem no fundo do apertado coração,
Sem serem poema, sem serem estrela...

As palavras por dizer
Têm dificuldade em ser
Palavras de amor...








Ni

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

O amor tudo muda...


O amor tudo muda
Com a forma meia desnuda
De se apresentar à razão...
Fala-lhe ao coração,
Corta-lhe as bases de sustentação
E rouba o poder de argumentação.

O amor ganha todas as batalhas,
Colecciona todas as medalhas
De lutas que ele torna sem sentido...
Não porque todo o resto seja perdido
Mas porque ele nunca é vencido.

O amor luta sem razão.
O amor despe e enche o coração.
Entranha-se como se não houvesse fundo,
Da pele ao mais profundo,
A cada novo dia... a cada segundo...

O amor para mim...
Em mim...
É assim...







Ni