quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

É preciso ser Natal...




É preciso ter coragem 
De rasgar o tempo 
Como a estrela fez ao céu...
Parar em contratempo,
Preparar o coração 
E esperar...
Esperar ansiosa e tranquila 
Com alegria a palpitar
E o amor para transbordar...
É preciso ter coragem 
De saber viver o tempo
De esperar para ser...
... Natal! 







quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Banalidade de ser

Sou...
A banalidade de um ser
Que existe com o tempo
E com(o) ele passa sozinho
Sem poder voltar a ser...
Sou...
Somente um ser diferente
Não pela conjugação de genes 
Mas pelas mutações do pensamento 
Que danificam o sentir...
Sou...
Assim um ser sem tempo
Para guiar o pensamento 
No treino de sentir
Feliz só por ser
Eu...




terça-feira, 25 de outubro de 2016

Dormes...

Olho-te mesmo a meu lado...
Dormes...
Tranquilo, sereno, profundo...
Respiro, suspiro...
Dormes...
Parado, imóvel, adormecido...
Sussurro, grito...
Dormes...
(In)consciente, (ir)racional, (ar)reactivo...
Reconheço-te, conheço-te...
Amor...
Acordo...
Dormes...





Ni

domingo, 2 de outubro de 2016

Só palavras...




Se as palavras fossem livres
Escreviam-se sozinhas
Sem pensar no que diziam,
Impunham tudo o que sentiam
E sorriam e choravam
Com(o) o amor...

Se as palavras pudessem voar,
Sem ser ao sabor do vento,
Chegavam ao coração
De quem sem ler sentia
A intensidade do silêncio
Com(o) o amor...

Se as palavras fossem minhas
Eu tornava-as livres...
Soltava-as a voar...
Intensas de sentido
Desnudas e sóbrias
Com(o) o amor...





Ni

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Sem qualquer sentido...


Lembro-me de querer crescer...
Sonhar decidir a minha a vida
E cada instante do futuro...
Fazer de conta era só uma brincadeira
Num mundo que era sempre colorido
Sem diferença entre coração e a razão.
Hoje o mundo é uma bola de betão
Que gira sem qualquer sentido...
Entre o coração e a razão há uma barreira
E o chão onde caio ficou mais duro...
Sonho agora limitada às regras da vida
Que, sem brincar, faz-de-conta ser...






Ni

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Morno, meio frio...




Sinto-me profundamente perdida
Num lugar que (des)conheço
Com conhecimento de causa...
É morno, meio frio...
É cinzento, só meio pintado...
Sinto-me (des)amarrada de mim,
Entranhada noutro eu,
Num voo a alturas diferentes,
Num espaço sem fim,
Sem fronteiras de qualquer razão...
Sinto-me pertencente a um sonho
Que não sei como se sonha...
Que existe sem existir,
Que se esquece da sua essência
Que me prende a um amor.





quarta-feira, 20 de abril de 2016

Ter Fé dá muito jeito...


Ter Fé dá muito jeito...
(... às vezes)
Dá sentido ao caminho que não sei percorrer...
Dá esperança à espera que faz desesperar...
(... às vezes)
Faz continuar quando apetece desistir...
Faz sorrir quando apetece chorar...
(... às vezes)
É tão estranho
(... às vezes)
... Que continua a cativar...







Ni