segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

FIM

Às vezes, é preciso nada para rebentar… para um mar cheio de coisas escolher o coração como zona de rebentação… e… inundar a alma. Depois já nem sei o que sou eu… Se eu, se aquele mar… Aquele mar que se guardou e que crescendo se foi tentando conter. Mais um nada e parece o fim.
Deixo de conseguir ir empacotando dias e de, com pressa, fechar a caixa etiquetada de “meu baú” no preciso instante em que adormeço.
Deixo de conseguir fingir que os dias cabem em caixas e que adormeço num instante.
Caem todos os disfarces. Sorrir deixa de ser fácil. A força é afinal tão mais pequena. Acreditar não é sonhar e sonhar não é só fechar os olhos e imaginar. Os sonhos afinal também doem. E eu sou eu sempre e não consigo inventar-me só porque mudam lugares, afazeres e pessoas à volta. O tempo acumula-se, não torna nada mais fácil, nem mais pequeno, nem somente arruma o que sinto num canto. Perguntar, duvidar, procurar-Te faz parte e não tem de ser feio. Chorar também.
Às vezes, é do nada que surge a beleza da palavra mais escondida… a tristeza de um vazio e o porquê de um FIM.

Deixo este vídeo.
Diz muito mais do que eu sou capaz.

video


Continuarei por aí convosco.
Obrigada!
Ni

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

forte fragilidade


Há dias em que a fragilidade é tão evidente que parece ser o mais certo e forte que tenho.


domingo, 25 de Outubro de 2009

...

Tenho um sorriso preso à saudade…

domingo, 18 de Outubro de 2009

Oiã - Armor Pires Mota

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Armor Pires Mota



(clicar na imagem para ver melhor)

terça-feira, 13 de Outubro de 2009

E eu agora vou ter com quem?

- O meu irmão?

- …

- Foi para perto de Deus, como o avô?

- Foi…

- E eu já posso ir ter com os meus pais?

- … os teus pais também foram ter com Deus, perto do avô…

(o meu colo, tempo dele, as mãos a limpar as lágrimas naquele rosto pequenino… e as palavras que não saíram do frio da alma…)

- E eu agora vou ter com quem?

quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

Há dias vazios

Há dias vazios… dias que passam sem nada, nem ninguém… que passam só porque os ponteiros rodam no relógio.
Acordei triste. Tal como o dia também lá fora. Mudei um pouco a hora do despertador. Queria voltar a adormecer. Voltar a acordar… com um Bom Dia.
Depois já era tarde.
Hoje o dia passou. Só isso.
Hoje, nem a senhora que às oito menos um quarto volta para casa já com o saco de pão na mão e que diz “Bom dia, menina”.
Hoje o dia não me tocou. No meio de tanta gente, nem só um beijinho rápido, solto quase por nada… , nem um só (a)braço…, nem só uma mão que sem querer me tocasse.
Há dias vazios.


quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

Nada.

Tudo apagado. Silêncio. Nada. Ninguém.
O silêncio quase cala a falta de palavras.