segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Não sei escrever... Amor!

Não sei escrever...
Amor!
As mãos começam a tremer,
A razão a insandecer...
E uma espécie de dor
Desaparece sem aparecer.
O coração acelera sem parar,
O olhar desfoca-se nas pupilas a dilatar...
Torna-se nítida a certeza
Do sentir a forte subtileza
Do amor que não sei escrever.

Não sei escrever...
Amor!





Ni

domingo, 19 de agosto de 2012

Sem nome e sem nada...


Nasceu com tanto para sobreviver... e sem mais nada!
Não tinha nem tempo para nascer...
Não sabe nem chorar.
A mãe não o viu. O pai não sabe que existe.
O tecto é uma espécie de plástico, que o aquece e acolhe e vai ajudando a crescer.
Tem muitos colos que ainda dói sentir... e que nenhum é o dele.
Nasceu sem nome e sem nada...


...


Há histórias assim... que eu não sei nem contar.


Ni

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Silêncio das palavras

Perco-me mais que as palavras quando as procuro e não as encontro...
E sinto um frio, estranho, que arrepia a alma com o silêncio das palavras lá se escondem.





Ni

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Há dias...

Há dias de pura poesia...
Em que a realidade é magia
Sonhada a medo
Numa noite em segredo...

Dias ao ritmo do bater do coração...
Que param e voam...
Enquanto o sonho vive e existe
E para lá da razão persiste.

Há dias com a perfeição de um desenho...
Permanentemente inacabado e sem tamanho...
Desenho-poema da alma do escritor
Em que cada palavra respira amor...






Ni

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Beleza do verbo amar


Pés assentes na areia,
Olhos no limite do mar,
Alma que vagueia
Na beleza do verbo amar.

O sol a beijar o sonho
Que a brisa faz planar
Entre os limites do pensamento
E asas indomáveis do sentimento.

Pés assentes no sonho
Com asas a fazer voar
Para além do limite do mar...
Toda a beleza do verbo amar.





Ni

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Vazio pleno

Já passou uma semana e continuo a pensar.
Achei que o sítio pouco importaria para o encontro. Afinal, todos os dias nos encontramos e isso nunca foi problema. Encontras-me sempre, mesmo quando (in)conscientemente me tento esconder. Isto foi-me ensinando, pelo sentir, que, de facto, vives em mim.
Assim, de que poderia interessar o lugar?! Era este o meu pensamento, frio e (ir)racional.
Eis que o barulho das pessoas era absorvido pelo silêncio envolvente...
Eis que a calma transbordava em cada partícula inspirada...
Eis que tudo me fez parar...
Fixaste os olhos mesmo quando deixei de conseguir olhar, esvaziaste-me de palavras, um vazio pleno encheu o coração deixando todo o espaço para nós..., a imensidão de (não) saber sentir e rezar assustou-me e chorei... Sem querer, chorei...
Saí, sem ainda hoje ter vindo embora.
Sinto-me demasiado pequena para o tamanho do Teu Amor.





Ni