Em frente à imensidão do mar
E debaixo de um céu que não é o meu
Pergunto-me afinal quem sou eu...
E de que vale existir e amar
Se afinal o amor não é perfeito
E existir é o primeiro passo para o defeito...
E mantém-se igual o mar
Tingido no horizonte pelo céu,
Salgado pelas lágrimas do meu eu
Que choro só de sentir e pensar
Que o amor afinal (im)perfeito
Não tem para mim qualquer defeito...
E de nada me vale pensar
Quem penso ser eu...
Porque fica igual o céu...
E há-de dançar igual o mar...
E sem saber como ser maior
Há-de crescer (im)perfeito...
... Com ou sem defeito...
Aquilo que sei ser amor.

Ni
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