terça-feira, 17 de março de 2009

aperto

As lágrimas escorregam pelo aperto do coração… ecoam no silêncio ao cair no peito e a alma tropeça nos nós que as noites acordadas dão sem avisarem o(s) dia(s).
Perco-me no sentido das coisas.
Prendo palavras, amarro gestos, fecho portas e quero esquecer-me da chave algures onde só possa voltar quando tudo voltar comigo. Quero não pensar mas os sentimentos não pensam assim. Quero não sentir assim, mas o que sinto e sou não depende só de mim, mas de todos quantos me pertencem. E quem me pertence, pertence porque é especial, porque me cativa, (pre)ocupa… porque me faz sorrir e chorar.


... e as lágrimas escorregam pelo aperto do coração.


quarta-feira, 11 de março de 2009

sábado, 7 de março de 2009

mundos

Há mundos a girar demasiado depressa e concentrados no seu eixo para ver os outros. Há mundos inteiros esquecidos… quase perdidos cá dentro.


quinta-feira, 5 de março de 2009

a ganhar a infinidade do tempo

Achei que podia ser diferente. Sonhei que seria sempre diferente… Hoje senti-me afinal tão igual… a ficar mais feia aos poucos.
O telefone toca. Já a adivinhar volto para trás, mesmo antes de arranjar coragem de atender, enquanto respirava fundo debaixo de chuva.
Entrei. Diagnóstico feito. Prognóstico calculado à velocidade que via cada sinal, cada valor, cada traço mal desenhado naquelas máquinas que apitam.
Um sorriso desajeitado, umas palavras sem jeito… a dificuldade em olhar… em manter o olhar.
Baixo, a perder-se no espaço, a ganhar a infinidade do tempo, com uma calma difícil de sentir: “Ni, Obrigada. Não desistas. Serás melhor do que o que eu sonhei ser.”
Depois… segundos despois, já só eu chorei.


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

uma senhora… linda

Um dia vi ao longe uma senhora… linda! O meu olhar atravessou mais de mil pessoas até a ver, mas no dela descobri um brilho diferente. Partilhava orgulhosamente o filho. Sabia-o triste, de coração dilatado, mas não acomodado, e tornou a sua presença em força. Sentia-se.
Um dia, no dia da mãe, ele escreveu sobre ela. Lembro-me de ter chorado ao lê-lo(s). Deviam todos ter lido. Ele dizia que as mães dos padres eram especiais… e (d)escreveu a dele tão bonita. Chamou-lhe sentidamente MÃE. Juro, lia-se AMOR. Ouvi-o também contar algumas histórias… e a voz muda.
Foi assim que a conheci e só assim me cativou.
Já antes tinha falado dela a Deus, mas foi nesse dia, no dia em que a vi, que mais forte a agradeci a Deus. Aquele olhar… aquela força… o coração… a família… são dons de Deus.
Esta senhora, que nunca me viu, que sem saber me fez sorrir tantas vezes e que é uma razão tão forte do que sou e Acredito, hoje precisa muito de mim… de ti… de nós! Precisa do sorriso de Deus.
Meu Deus, pedi-Te tantas vezes que me ensinasses a rezar melhor para que mais dentro me ouvisses, hoje falo-Te com o mais sincero que sinto.

Sê, Senhor, a força que sempre Te reconheceu.
Senhor, sente todo o amor e vida(s) dedicados e espelha-os no Teu sorriso, na Tua presença Viva.
Olha a família, abraça-a e descobre-Te na Fé mesmo que aparentemente ténue.
Hoje, Deus bom, aceita todas as lágrimas como luta e converge-as para o (a)braço que desemboca na felicidade.
Amanhã, opera Tu, com a Tua superior ciência, sapiência e toque divino.
HOJE, meu Deus, nosso Deus, Senhor de todas as coisas, atende as nossas orações.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Meu Deus...


Meu Deus, dá-me a graça de ser forte como Tu e o dom da união de pessoas tão diferentes, para que não me falte a coragem de lutar pelos nossos ideais.
Inunda-me, Senhor, do Teu jeito único de Amar, da capacidade de entrega incondicional, mesmo às ca(u)sas perdidas, e da superação (in)consciente dos meus limites tão humanamente moldados.
Torna-me, meu doce Deus-menino, mais simples, mais bonita, de coração limpo e alma grande. ... Perfilha-me pelo jeito de ser.
Fortalece-me na Fé e, por favor, ama-me mesmo que nem de tudo seja capaz.
Completa-me contigo para Te levar e dar comigo.