A avelaneiraflorida lançou-me o desafio que consiste em escrever 6 coisas peculiares (próprias, privadas, características) a meu respeito.
Então aqui vai:
1 - Sou muito persistente... tanto, tanto, que às vezes desistem quando eu julgo que estou ainda a começar.
2 - Não sei ser sozinha. Tenho em mim um "bocadinho" de todos.
3 - Gostava de saber pintar/desenhar.
4 - Dizem que tenho uns olhos estranhos... Eu acho que só não vejo sempre o que quero.
5 - Um dia quero saber tratar da Vida.
6 - Adoro gomas, sorrir, sentar-me à janela, dar e receber miminhos e perder-me num abraço.
Eu devia lança-lo a mais 6 pessoas... mas desta vez "falho" conscientemente. Deixo-o livre para todos quantos o quiserem aceitar... apenas porque nem sempre é fácil escrever-nos assim...
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
domingo, 10 de fevereiro de 2008
comboio da vida
Estava sentada no banco à espera do meu comboio… Ainda vinha longe e o dia, longo mas ocupado, exigia que fosse estudando. Mesmo com preguiça lá deixo os olhos pousar nas primeiras folhas. Eis que um homem me pergunta para que leio… Olho-o mas não respondo… não por não ter a certeza das respostas, mas porque achei que ele não estava interessado. Minto. Porque não o queria ver mais.
Não tinha ar de mau, nem antipático… tinha mau ar.
Não esperou muito para se sentar ao meu lado, fazer-me fechar o dossier e esvaziar, de pessoas, o resto do banco.
Pediu desculpa… que não queria incomodar… mas que há muitos anos que mete conversa com quem vê estudar. Perguntou-me qual a minha área e pareceu satisfeito com a resposta. Achou alto que eu nunca devia estar na situação dele.
Disse que era engenheiro de máquinas. Falava de leis de física (eu só conhecia algumas) e do trabalho da guerra. Emitiu o barulho das máquinas que ouvia durante tempos sem fim e, quando passou mais um comboio, eu percebi o porquê de gostar de ir para a estação. Falou com orgulho dos filhos e envergonhou o sol.
Eu sentia-me a enterrar no banco, a ficar presa à vontade de o olhar e de crescer com mais um sorriso… Sim, aquele senhor sorria!
Eu tinha de ir… pedi desculpa, mas estava na hora de apanhar o comboio.
Ele agradeceu e disse que ainda esperava pelo próximo comboio… da vida.
Não tinha ar de mau, nem antipático… tinha mau ar.
Não esperou muito para se sentar ao meu lado, fazer-me fechar o dossier e esvaziar, de pessoas, o resto do banco.
Pediu desculpa… que não queria incomodar… mas que há muitos anos que mete conversa com quem vê estudar. Perguntou-me qual a minha área e pareceu satisfeito com a resposta. Achou alto que eu nunca devia estar na situação dele.
Disse que era engenheiro de máquinas. Falava de leis de física (eu só conhecia algumas) e do trabalho da guerra. Emitiu o barulho das máquinas que ouvia durante tempos sem fim e, quando passou mais um comboio, eu percebi o porquê de gostar de ir para a estação. Falou com orgulho dos filhos e envergonhou o sol.
Eu sentia-me a enterrar no banco, a ficar presa à vontade de o olhar e de crescer com mais um sorriso… Sim, aquele senhor sorria!
Eu tinha de ir… pedi desculpa, mas estava na hora de apanhar o comboio.
Ele agradeceu e disse que ainda esperava pelo próximo comboio… da vida.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
... sorri(mos)
Peguei no dia ao colo… abracei-o a acreditar que sentia… e ele beijou-me com a brisa.
Acho que nos sorrimos.
Acho que nos sorrimos.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
querer para ver
Se alguém disser que os peixes não sorriem... não acredito.
O meu sorri-me sempre que o olho.

sempre no pensamento...
A avelaneiraflorida decidiu deixar-me sentir parte dos mimos que recebe... e fez-me, mais uma vez, corar, sorrir e (re)colorir o dia. Mostrou que, por mais depressa que o tempo passe, temos em nós sempre tempo e lugar para os outros.


E agora, cá estou eu na pior parte... a de ter de nomear apenas 4 cantinhos que me aconchegam todo o tempo.
Ok... admito... agora, na minha cabeça, um vendaval de ecos com os vossos nomes... são tantos... alguns nunca deram conta da minha presença. Guardo todas as cores de todos os (des)encontros e só isso basta para que se possam sentir também nomeados.
... Para dizer que o pensamento é constante é preciso o coração falar mais alto.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Monólogo da Esperança
Como hei-de fazer para cumprir aquilo que todos dizem sobre mim? Porque é que ninguém me dá o direito de me sentir cansada e parar? Nem reconhecem a possibilidade de me irritar por ter de estar sempre em todos e ser perfeita? O que é que as faz acreditar que existo assim? Não posso ser apenas eu se é tão pouco o que vêem de mim.
Quase todos falam da mesma maneira, mas sou diferente em cada um. O que é isto, se eu sou única?
…
Deixei de poder pensar e ter razão… para conseguir ouvir cada um, responder e estar.
Porque é que acabam sempre por sorrir?... Assim é difícil chatear-me.
…
Porque é que nenhuma das minhas conversas é como tantas banais que ouço por aí?
Porquê?
Porque é que a vida não passa por mim em vez de ser eu a passar vezes sem fim na vida?
Não conheci os meus pais (se bem que desconfio…)… Afinal, quem me deu nome? E que ainda por cima fez toda a gente conhecer-me?
Não sei, mas escolheu bem… eu até acho que gosto.
Quase todos falam da mesma maneira, mas sou diferente em cada um. O que é isto, se eu sou única?
…
Deixei de poder pensar e ter razão… para conseguir ouvir cada um, responder e estar.
Porque é que acabam sempre por sorrir?... Assim é difícil chatear-me.
…
Porque é que nenhuma das minhas conversas é como tantas banais que ouço por aí?
Porquê?
Porque é que a vida não passa por mim em vez de ser eu a passar vezes sem fim na vida?
Não conheci os meus pais (se bem que desconfio…)… Afinal, quem me deu nome? E que ainda por cima fez toda a gente conhecer-me?
Não sei, mas escolheu bem… eu até acho que gosto.

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