quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Contradições

Mudar sem ser diferente... como quem pede aos sentidos que mostrem, selectivamente, o que (não) sentem.

2 comentários:

SC disse...

Quantas vezes sentimos uma coisa e com toda a força do mundo tentamos que transpareça outra? Já me aconteceu. Já me senti a desmanchar por dentro e quem me olhasse nem imaginava como me estava a sentir. É assim, o ser humano tem destas capacidades!
Mil beijinhos e que tenhas um óptimo fim de semana!!
Sandra

Marta disse...

Estas tuas palavras e a foto que escolheste fazem lembrar-me um poema de Saul Dias, "A última fala do palhaço", que curiosamente postei no meu blog à imenso tempo:

“Deixem-me ser eu
um instante, ao menos…!
Ainda vale a pena!
Deixem-me vir à cena
em primeiro lugar,
a rir ou a chorar
(a mesma coisa afinal…)!
Deixem-me, antes que morra,
demolir a masmorra
que eu mesmo construi
com lágrimas e sangue
e, embora enxague,
ser só eu, tal e qual!”

A palhaço diverte-nos e faz-nos sentir felizes... mas no entanto, bate sempre a porta com força quando sai de cena e entra na cabana... Acho que todos nós somos um pouco assim... Um espécie de actores felizes que ocultam a tristeza para que ninguém perceba... A vida torna-se mesmo um palco!
Beijinho.