quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

... é um desafio...


Amar é um desafio,
Talvez o maior de existir...
Que se aceita sem pedir...
É como andar sobre um fio,
Sem colocar a hipótese de cair...
Como se fosse caminhar numa estrada
Destino ao tudo, partindo do nada...

Amar é o desafio perfeito...
É não ter nada a perder,
É ser o presente só por ser...
É ser sempre inacabado e (im)perfeito...
É aconchegar o coração a crescer...
É ganhar o sentir sem pensar...
É amar... só amar...





Ni

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Sem rede...

Sinto-me sem rede
Quando falo de amor...
Sinto que não há nada maior,
Sem fim, sem fundo, sem rede...

As palavras sentem-se sem pensar
E escrevem-se como avançam,
Num fino fio onde saltitam,
Como criança feliz a caminhar.

É assim quando falo de amor...
Equilibra-se o desequilíbrio de amar...
No louco sentir que recusa pensar
Por saber que o maior é o amor.







Ni

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Porque pensar dói...

Não posso pensar em mim
Sem saber consciente ter fim...
E pensar dói...
Na alma que aos poucos corrói
O que destrói a alma
Que numa agitada calma
Tenta pensar só sentir
O que sentido faz sorrir...
Mesmo que às vezes faça chorar
Por amar mais que pensar...,
Por nem sequer pensar amar...
Porque pensar dói...
E amar constrói
A alma que faz parte de mim
E que penso sentir não ter fim.







Ni

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Queria dizer melhor...


Queria escrever um poema de amor
Que por ser de amor fosse perfeito...
Mas o poema, inteiro, perfeito, é em todo feito...
Da minha certeza de amor.

Amor que é mais que sentimento...
Amor tão maior que qualquer pensamento...
Amor que mais que poema é poesia...
Amor que é real e pura magia.

Queria escrever amor...
Queria dizer melhor
Que o que sinto é amor...
Amor, somente amor...






Ni

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

(in)sanidade de Deus



Deitei-me a achar que estava com sono suficiente para dormir... Tinha-me deliciado com as primeiras páginas do livro "Deus não precisa de ti - ter fé em Deus é tudo menos fácil".
Apaguei a luz. Fechei os olhos... Não havia barulho. Ia dormir.
Não havia barulho, mas percebi que também não havia silêncio. Ouvia o meu coração. Não o bater que que ausculto com estetoscópio, nenhum sopro... Ouvia o meu coração numa calma inquieta, num monólogo de quem ama e partilha silêncios. Percebi afinal que rezava. Ou melhor, esta foi a "conclusão". No início não percebia. Confundiam-se os meus pensamentos de amor com as minhas dúvidas e certezas existenciais sobre Deus.
Percebi que era eu própria e inteira na oração, como no amor.
Ouvi e senti, numa tão bonita quanto inquietante harmonia, o sim feliz e infinito do amor em uníssono com o sim perfeito e absoluto de Deus.
Deus é louco!
Deus tem em si toda a loucura do amor.
Deus é mesmo amor!
Perdoa sem pensar. Aceita só porque sim. Sorri só de imaginar. Vive em mim, forma-me, transforma-me, preenche-me, constrói-me. É em mim e comigo. Tudo numa perfeição tão (in)definida que somos só um.
A (in)sanidade de Deus é toda a ilimitada dimensão do amor.
(Não) Havia barulho...
Ouvia o meu coração... Falava de Deus, de Amor, de loucura, de nós...












Ni

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

É Natal!


É Natal!
A magia é agora real...
As luzes que piscam
Nos olhos que brilham,
Nos corações que sentem
Os lábios que sorriem...
Com a simplicidade de criança
Com a crescente esperança
Naquele que nasce,
Menino Jesus!
É Natal!






Ni

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Banalidade de existir

A banalidade de existir
Balança num quase (des)equilíbrio
Com a dificuldade de persistir,
Com excelência e brio,
E ser capaz de ser,
Não (in)diferente, nem maior,
Mas capaz de continuar a crescer
E ser como aprendo com (o) amor:
Gerir a loucura da razão,
Calcular a beleza do céu,
Auscultar o que diz o coração
E ser eu...







Ni