quinta-feira, 25 de junho de 2009

mais um desafio

Sabem?! Tenho uma amiga com nome de flor… Pode o nome ser só virtual, mas a amiga é diferente. Apareceu por entre palavras soltas mas foi ficando presa à alma… e quando cheio de cor leio “Violeta” o dia fica logo mais bonito. Já há uns dias ela desafiou-me. Também isto é de amigos. Desta vez desafiou-me a dizer 5 coisas que gosto na vida.


1. Gosto de me ver sorrir por sorrirmos.
2. Gosto da cumplicidade de olhar(es)
3. Gosto de telefonar e ouvir uma voz feliz
4. Não há sensação igual a um bom abraço… seguro… aconchegante
5. Gosto de boas surpresas



Estas são as regras do desafio.

1º - Colocar o selo no blogue
2º - Divulgar as regras
3º - Dizer 5 coisas que gosto na vida
4º - Indicar 10 blogues para os quais o envio
5º - Informar os blogues indicados que receberam o selo.



Apesar das regras, não desafiarei 10 blogues… Prefiro desafiar-vos a todos a pensar em 5 coisas que gostam. Vão ver que são felizes enquanto percebem como são simples.

sábado, 20 de junho de 2009

verdade e consequência

Sempre gostei de me sentar à janela.
Agora os olhos prendem-se lá fora e eu viajo longe no tempo. Uma bola nos pés, uma bicicleta, patins, uns trambolhões, horas sem fim de pura brincadeira. Jogar às escondidas e encontrar toda a gente, jogar ao stop, à verdade e consequência… A verdade é que cresci e as consequências são enormes. As pessoas não se encontram na esquina, nos jardins, a espreitar atrás do muro…
Quando era mais pequenina fazia uma coisa muito importante e era tão feliz. Não dava tempo para ter saudades das coisas que me faziam bem, das pessoas que me faziam sorrir quase por nada. E, se tivesse saudades, não deixava que doessem muito, muito… pensava apenas no caminho mais rápido e corria até encontrar e, por quase nada, sorrir
.


terça-feira, 9 de junho de 2009

sorri convosco

Obrigada!
Sorri convosco. Algumas lágrimas salgavam o canto do sorriso, mas isso só o tornava mais bonito.
Percebi que podemos estar muito tristes, a esbarrar em dúvidas e incertezas, meios perdidos... que Deus não se perde de nós. Percebi que no meio de tanta gente, tão bonita, Deus cabe nas palavras, nos abraços, nos gestos e no silêncio...
Houve até surpresas. Gente nova por aqui. Gente que faz crescer mesmo à distância de anos... e que partilha Deus inteiro.
Há reviravoltas e revoltas que doem e nem são nossas... mas há também quem volte forte, com(o) mensagem viva de Fé.
Aprendo, cada vez mais fundo, que nós somos o que os outros constroem connosco.
Obrigada!




quarta-feira, 27 de maio de 2009

Reviravoltas

Pensei muito antes de vos escrever hoje. Faço-o há algum tempo… já longo.
Iniciei este blog a pensar conseguir (d)escrever-me e partilhar dias de uma forma mais (ou menos) abstracta. Imaginei que isso seria sempre possível. Talvez fosse defesa. Sim. Talvez. Não nego. Parece que assim me sentiria mais confortável, como que com uma capa resistente e sem formas que esconde o que somos. Mas conheci-vos. Obrigada. Conheci-vos e fui, aos poucos, deixando de ser capaz de me descrever sem formas, corpo e alma. Partilho-me quase sem dar conta por não doer. É assim nas descobertas, nos dias felizes e tristes.
Sabem? Admiro tudo o que escrevem, mesmo nos dias tristes, porque até fica bonito. Mas conheci-vos e ler-vos tristes custa. Sei que são fases. É assim a vida… cheia de voltas. É isso. A vida habituou-nos a dar voltas e a voltar. Só ainda não tinha descoberto que há reviravoltas tão difíceis e demoradas de passar. Impossíveis?! Não sei. Não percebo.








Já esperei o tempo… todo o tempo. Já alarguei o tempo de esperar. Sonhei. Alarguei e reconstrui sonhos. Adaptei-os ao tempo que (não) passa. Acho que inventei desculpas para que doesse menos. E agora, que as desculpas se cansam, dói mais.
Acumula-se o tempo e a falta de tempo, os sonhos apenas sonhados… E eu estou triste. E não sei escrever-me assim.
Nunca a vida me tinha dito que havia voltas em que não nos dá o que nos promete. Um abraço. Aquele abraço. São bons aqueles que pequeninos correm desde longe de braços abertos, mas não são todos. Falta aquele. Aquele que não corre mas pára. Pára o tempo. Eterniza(-nos). Falta. Sinto falta. E isto não passa.

Sabem? Aprendo também que triste não se estuda bem. As letras acumulam-se em montes em forma de linhas, uma lágrima faz com que batam desfocadas e eu tento ler. Leio e releio e nada. Dou por mim longe, só a pensar, lembrar, sonhar…
Aproxima-se a época de exames e tudo parece loucura. Uma estranha loucura em tons de cinzento.
Não. Não é o fim do nosso Branco Escuro. Ponderei, mas não. Não, porque imaginei escrever-vos em tantos momentos felizes. Não, porque, para além de mim, eu sou eu e o que sonho.
Vim pedir desculpa pelas poucas cores, pela falta de palavras, pela falta de tempo e pelo louco tempo que me (ainda) espera.
Vim… tentar consciencializar-me que há voltas que não voltam. Não consegui. Sonho.


terça-feira, 19 de maio de 2009

Deus está em todo lado

Duas crianças à porta da igreja:


- Não é assim que se faz. É assim (exemplifica, ajoelhando-se).
- Eu faço como eu quiser.
- Mas não. Tens de fazer assim. Quando se passa ali (no meio do corredor central) é assim que se faz.
- Porquê?
- Porque sim. O padre faz assim.
- Assim (faz uma vénia com a cabeça) também dá. Eu faço como eu quiser.
- És teimosa. Tem de ser como eu fiz.
- Porquê?
- … porque Deus está ali.
- Oh… não pode ser só por isso. Deus está em todo lado.


quinta-feira, 14 de maio de 2009

maior distância

Esperei mais do que podia… Esperei para lá e para cá do sonho. Achei que não seria sonho… pensei que fosse possível e que agora o silêncio não doeria assim.
É cada vez maior a distância…


segunda-feira, 11 de maio de 2009

(sem) palavras


Sabia que há momentos em que não há palavras… outros em que mesmo a rebentar na alma não conseguem soltar-se, mas não sabia que se trocavam para que magoassem.



Há coisas que não gosto de aprender.