terça-feira, 15 de outubro de 2013

Que se tatue em mim a poesia...

Que se tatue em mim a poesia,
Na nudez da tristeza e da alegria,
De quem se escreve por (não) sentir
As entre-linhas de existir.

Que se escrevam as palavras que sussurram,
Que se (ar)risquem as que magoam e gritam,
Que se entranhe a tinta que não mente
De quem escreve apenas o que sente.

Que se decalque em mim a vida
Pela certeza de ser vivida...
Não peço para não doer...
Peço para sentir e ser...
A esperança do dia a acabar,
A luz do amanhã a acordar...
Peço, apenas, um favor...
Que se escreva em mim Amor.






Ni

sábado, 5 de outubro de 2013

Ainda agora ecoa...

Acocorei-me ao Teu lado, como se fosse ao Teu colo.
Na Tua cabeça inclinada de sofrimento reconheci a ternura da Vida...
Olhei-Te na fragilidade de quem não sabe sofrer e senti a força de quem quer viver mais...
Na cumplicidade de desafios que aceitamos sempre juntos, aproveitaste o momento e sussurraste "Segue-Me..."
Ainda agora ecoa... a cada pulsar do coração...





Ni

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Espero por ti...

Espero por ti...
Espero como o dia espera acordar...
Como a noite espera a lua...
Espero de desespero nua,
Pelo sorriso de te (re)encontrar...
Espero por ti...

Espero por ti...
Espero como um rio a correr
Para abraçar o mar...
Espero sem parar...
A adivinhar a magia de te ver...
Espero por ti...

Espero por ti...
Espero como quem quer sentir...
O que não sabe dizer...
Espero arriscar escrever
O conforto de sem pensar sorrir...
Espero por ti...
... Amor...






Ni

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Tão diferente, tão maior...

Tenho um amor que não cabe em mim...
Pinta o mundo com o olhar,
A cada passo faz das ruas um jardim...
Planta flores com as cores de (a)mar
Espalha um perfume sem ter fim.
Inspira cada sorriso...
Sorri a cada suspirar...
E sem mais nada ser preciso,
Reinventa-se a cada instante...
E daquele (en)canto profundo
Cresce forte e importante
Capaz de abraçar o mundo...
E é assim que este amor,
Tão diferente, tão maior...
Nasceu e cresce em mim...
E sem nunca transbordar...,
Porque assim é amar...,
Já não cabe só em mim.






Ni

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Monólogos com o amor


Faço monólogos com o amor...
Grito no silêncio que ensurdece
Pergunto a falta de respostas que enlouquece...
E nada...
Nada muda...
Só o silêncio permanece...
Só o amor persistente cresce...
E nada...
Nada muda...
Sussurro o silêncio que sorri no olhar,
Respondo sem pensar responder
Que nunca vou perceber...
Que a razão não vai chegar...
E nada...
Nada muda...
Nestes monólogos com o amor.





Ni

sábado, 17 de agosto de 2013

Sopro no coração


Senti o coração a bater...
Não era palpitação...
Isso qualquer um pode ter...
O que eu senti foi especial...
Foi um sopro no coração...
Não um sopro banal...
Foi um sopro de paixão...
Holossistodiastólico...
Um sopro único...
Um sopro de amor...








Ni

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Desafio da distância


A distância existe...
Dói e não é ilusão...
Quem não a conhece é triste,
Não desafia o coração.

O tempo passa sem chegar,
Dá tempo à loucura para sorrir...
A distância cresce sem aumentar...
A saudade sente sem sentir...

A distância é quase um soneto,
Branco escuro, quase preto...
Uma espécie de espaço quase obsoleto.

A distância desafia a dor,
Ténue... quase só ardor...
Que arde só por ser de amor.








Ni