sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Sorri por instinto

Estava deitada na praia. Uma brisa suave acariciou-me. Sorri por instinto. Arrepiei-me sem ter frio. Senti... acho que foi Deus.
Ao fundo reconheci-O no mar... sem fim e unido ao céu..., sempre ali. Vou e volto e está ali.
Sorria com as crianças, com os pais e os avós... Fazia castelos de sonhos.
Deixava pegadas...
Mas estava na praia e virei-me...
Tapei a cara do sol com um chapéu. Mas foi por aquele espaço que eu (não) sabia existir que Ele entrou, continuou a beijar-me o rosto e dizer: Estou aqui.
...
Também se reza na praia.






Ni

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Imensidão de (a)mar


É na imensidão do mar
Sempre a ir e a voltar,
Em ondas vestidas de espuma,
Que eu vejo a fraqueza da bruma
Que ao fundo tem fim.
Mas o meu sentimento não é assim...
Sinto para além do mar,
Sem tamanho, sem limite, sem fim...
Sinto a beleza indescritível de amar.






Ni

domingo, 28 de julho de 2013

Sonho para que (não) adormeça

Tenho um sonho para adormecer
Para que não doa por não acontecer...
Mas dói só de tentar
E eu não sei deixar de sonhar.

É um sonho que silencio
Quando choro e sorrio...
É o sonho de uma vida
Nunca antes pensada e sentida.

Sonho para que não adormeça
O sonho que talvez nunca aconteça...
Sonho porque não sei não sonhar
O sonho que sonho a cada acordar.






Ni

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Felicidade que se entranha

Sinto-me estranha...
É a felicidade que se entranha...
Respira em cada poro do meu ser...
Vive em mim e promete não morrer.

Não sei se é verdade ou se mente...
Sei que o meu coração sorri e sente
A suave e doce textura
Do sentimento que se apura...

É Amor.
Sem tamanho é cada vez maior...
E preenche-me sem me ocupar...
É a certeza de amar.






Ni

terça-feira, 16 de julho de 2013

Dançam como sentem

As palavras dançam...
Como só elas sabem fazer...
Fazem da alma o chão
Onde se inscrevem sem escrever.
Gritam sussurros de dor,
Encantam com cantos de amor...
Choram e (sor)riem
Como se a vida fosse a história
Que dançam como sentem
Com a tristeza e a alegria
Carregada em todos os passos,
Entrelaçada entre abraços
Onde não precisam de existir
Porque o silêncio faz sentir
Que afinal não sussurra a dor...,
Que apenas encanta o Amor.






Ni

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Desculpa... e Obrigada!

Olha... vou percebendo que não sei rezar Contigo como os outros.
Falo Contigo em qualquer lado, em silêncio, nas perguntas, nos gestos, nas pessoas... e gosto de Te ter perto.
Confesso, não conheço o deus lá do alto, longe, onde ninguém chega e de onde não sai. Aquele deus distante e frio.
A Ti eu reconheço num abraço, nas conversas, no bater do coração.
E eu sei que não Te importas que não Te reze, quando assim sinto, de mãos estendidas, abertas, calculada e simetricamente unidas, de olhos fixos talvez em nada e a pensar em como estou sentada, ajoelhada e no que estou a fazer. Gosto de sentir, de Te sentir, mesmo que isso seja sentada, pernas cruzadas, mãos a gesticular, olhos fechados, a sorrir ou a chorar, num qualquer espaço que por ser meu e Teu é nosso.
Desculpa quando não sou capaz de ser mais ao Teu jeito, porque me chateio e resmungo, porque me irrito e reclamo, porque tento, teimosamente, sem desistir daquilo em que Acredito.
Obrigada...
Obrigada pela Tua presença serena e inquietante.
...
Obrigada por cada oportunidade de ser feliz.
Obrigada...
Simplesmente por tudo o que És... Obrigada...!





Ni

domingo, 7 de julho de 2013

(D)escrever(-me)...


Tento (d)escrever-me...,
Como faço com o amor,
Mas não consigo encontrar cor
Nem vontade para o fazer...

Quase tudo é escuro...,
Desfocado como o futuro...,
Frio como o pensamento,
(E)Levado ao limite da razão...
Resta só o coração
A alimentar o sentimento
Que voa, sorri e sente
E quase não me pertence.

De que vale então (d)escrever
O que sou quase sem ser?
...






Ni