sexta-feira, 19 de julho de 2013

Felicidade que se entranha

Sinto-me estranha...
É a felicidade que se entranha...
Respira em cada poro do meu ser...
Vive em mim e promete não morrer.

Não sei se é verdade ou se mente...
Sei que o meu coração sorri e sente
A suave e doce textura
Do sentimento que se apura...

É Amor.
Sem tamanho é cada vez maior...
E preenche-me sem me ocupar...
É a certeza de amar.






Ni

terça-feira, 16 de julho de 2013

Dançam como sentem

As palavras dançam...
Como só elas sabem fazer...
Fazem da alma o chão
Onde se inscrevem sem escrever.
Gritam sussurros de dor,
Encantam com cantos de amor...
Choram e (sor)riem
Como se a vida fosse a história
Que dançam como sentem
Com a tristeza e a alegria
Carregada em todos os passos,
Entrelaçada entre abraços
Onde não precisam de existir
Porque o silêncio faz sentir
Que afinal não sussurra a dor...,
Que apenas encanta o Amor.






Ni

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Desculpa... e Obrigada!

Olha... vou percebendo que não sei rezar Contigo como os outros.
Falo Contigo em qualquer lado, em silêncio, nas perguntas, nos gestos, nas pessoas... e gosto de Te ter perto.
Confesso, não conheço o deus lá do alto, longe, onde ninguém chega e de onde não sai. Aquele deus distante e frio.
A Ti eu reconheço num abraço, nas conversas, no bater do coração.
E eu sei que não Te importas que não Te reze, quando assim sinto, de mãos estendidas, abertas, calculada e simetricamente unidas, de olhos fixos talvez em nada e a pensar em como estou sentada, ajoelhada e no que estou a fazer. Gosto de sentir, de Te sentir, mesmo que isso seja sentada, pernas cruzadas, mãos a gesticular, olhos fechados, a sorrir ou a chorar, num qualquer espaço que por ser meu e Teu é nosso.
Desculpa quando não sou capaz de ser mais ao Teu jeito, porque me chateio e resmungo, porque me irrito e reclamo, porque tento, teimosamente, sem desistir daquilo em que Acredito.
Obrigada...
Obrigada pela Tua presença serena e inquietante.
...
Obrigada por cada oportunidade de ser feliz.
Obrigada...
Simplesmente por tudo o que És... Obrigada...!





Ni

domingo, 7 de julho de 2013

(D)escrever(-me)...


Tento (d)escrever-me...,
Como faço com o amor,
Mas não consigo encontrar cor
Nem vontade para o fazer...

Quase tudo é escuro...,
Desfocado como o futuro...,
Frio como o pensamento,
(E)Levado ao limite da razão...
Resta só o coração
A alimentar o sentimento
Que voa, sorri e sente
E quase não me pertence.

De que vale então (d)escrever
O que sou quase sem ser?
...






Ni

terça-feira, 25 de junho de 2013

Quase louco...

Dizem que o amor é louco...
Mas só se por o muito parecer pouco...
Se não eu não entendo...
Não encontro outra loucura
Para além daquela que é a ternura
E que sem limites vai crescendo.
Só sei, isso sim,
Que nunca antes senti assim...:
Sorrisos que vêm do coração,
Sonhos mais bonitos que a imaginação...,
Tornar maior o pensamento
Com a beleza do sentimento
E assim pensar e sorrir
Tão somente por sentir...
A alegria a pulsar,
A saudade a suspirar...,
Os olhos a contarem segredos,
A felicidade a ir enganando os medos...,
E eu a sentir sempre maior,
Quase louco,
Por tanto ainda parecer pouco...,
Isto que é Amor.







Ni

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Esconderijo das palavras


Fiz cócegas às palavras para saírem
Do esconderijo onde se esconderam...
Virei costas ao silêncio,
Desprezei a falta de imaginação...
Desabotoei o coração
E num feliz arrepio
Senti as palavras escreverem
Que por mais que se escondam
Não sabem negar
Que são felizes só por amar.






Ni

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Do sentir ao escrever...

A distância do sentir ao escrever
Impede-me de saber dizer
O que sinto tão bonito...,
Tantas vezes (mal) (d)escrito...
Com palavras e conceitos
Vazios, já pré-feitos...
Mas o que sinto não é assim...
Não tem uma forma assim-assim...,
Nem um outro nome qualquer,
Não joga ao bem-me-quer e mal-me-quer...
Não tem sequer outro significado
Nem pode arriscar ser explicado...
É único, é especial...
É essencial...
Só sei que é sempre maior...
Que é Amor.





Ni