terça-feira, 15 de janeiro de 2008

(des)focada

A chuva cai... parece que também cá dentro…
O dia está escuro… a luz parece não chegar para iluminar as folhas…
O vidro da lareira não deixa ver as chamas…
E a música toca…
E os olhos desfocam tudo o que tenho de ver.


sábado, 12 de janeiro de 2008

Exames...

Chega a época em que parece que tudo acontece e o tempo acelera a precipitar mais alguma coisa… Nem pára para deixar perceber, disfarçar ou esquecer. E, se eu parar, o tempo risse e não me deixa rir por fim…
Época de exames em que, por tudo isto, talvez andarei por aqui (mais) escondida, mas a tentar encontrar-me por aí.


terça-feira, 8 de janeiro de 2008

O avesso das palavras

As palavras verdadeiras são as que dizemos sem pensar. O verdadeiro silêncio é tudo o que nem sabemos pensar…
As palavras parece que foram feitas para os outros e o silêncio para nós… Mas nós não somos nada sem os outros.
As palavras mostram o que queremos dizer, o silêncio aquilo que pensamos. E pensamos tantas vezes no que não queremos dizer…
As palavras limitam-nos. O silêncio imita-nos. Ele é a imitação mais fiel dos nossos limites.
As palavras esvaziam-se na companhia do silêncio. Mas o silêncio é nada com palavras. A solidão é o silêncio das palavras.


domingo, 6 de janeiro de 2008

(re)viver mundos (re)criados

Mudam as gavetas, as paredes, as cores… mudam os cantos e as janelas… mudam olhares e luares. Mudo eu à procura do fundo de um mundo que aqui só deixou parte… à espera de encontrar tudo o que levei e que noutro mundo (re)criei…


Não somos toda a vida do lugar onde começámos a crescer, mas crescemos por esse ser sempre nosso.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Olhar no silêncio das palavras

Há dias em que tentamos ser mais fortes que nós… controlar palavras que não se sabem de cor e sossegar silêncios que não se dão a interpretar. Mas… somos tão transparentes que deixamos fugir tudo num olhar.


quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

acreditar para ser... Hoje!

Hoje queria não sonhar e voar. Queria não acreditar e parar. Queria não chorar e ser feliz. Mas chorei porque acredito, sonhei, voei e… fui feliz!


terça-feira, 1 de janeiro de 2008

sem mudar nada

Há esforços que só se sentem assim quando inúteis. Talvez aparentemente (in)visivéis como quem é tudo sem mudar nada.