segunda-feira, 17 de março de 2008

ouvir o que não se diz

Queria gritar baixinho, para todo o meu mundo ouvir… Mas falei tão dentro que acabei apenas por me ouvir naquilo que não se diz.


quinta-feira, 13 de março de 2008

Sinto

Não sou pessoa fácil,
Erro, choro e insisto...
Não sei ser sozinha,
Não aprendo a cair e parar...,
Não me conformo com o talvez do tempo
Nem me vejo apenas quando sorrio.

Não sou pessoa perfeita,
Magoo ao crescer,
Mudo ao aprender,
Cresço ao mudar
E recomeço num novo tentar...

Não sou pessoa grande,
Sofro com pouco
E sorrio com muito pouco.

Sou difícil, imperfeita e pequena
Mas pessoa...
Sinto,
Talvez estranho, profundo…
Entranho.
Sinto.






sorriso sozinho


Lutei por um sorriso… demorei tempo à procura do que, com perfeição, seria motivo mais que suficiente. Achei que havia datas, que por nunca esquecidas, seriam eternamente festejadas e alimentei o sorriso… Imaginei-o, ouvi-o, pintei-o… escrevi-o. Mas a perfeição perdeu-se no tempo, o sorriso não conheceu as expectativas e esqueceu-se de nascer. Quando só um luta, mais ninguém se pode magoar.


terça-feira, 11 de março de 2008

Voltei...

Voltei.
Voltei a sorrir por resultados nunca esperados e por uns dias longe dos dias (a)normais.
Redescobri que pessoas desconhecidas se podem tornar parte de momentos que não esquecemos. Pessoas que com tantas semelhanças se tornam diferentes e que, conhecendo a reduzida probabilidade de uma próxima ocasião, aproveitam todos os bocadinhos de partilha de sorrisos, brincadeiras e mútuo conhecimento.
Voltei a ter medo da distância e de voltar.
Voltei…


quinta-feira, 6 de março de 2008

Até... já

Isto de estar na faculdade para além de estudar, até dá trabalho, mas tem sem dúvida recompensas. Vou estar uns dias “fora”… Aplica-se bem a frase “lá fora cá dentro”.
Tudo parece muito animador, até dar por mim a pensar que, pior que não vir aqui, é não poder andar pelos vossos cantinhos.
É difícil, mas por aí consegue-se fazer crescer quem sentado, apenas lê, sente e é.
Até… já.


quarta-feira, 5 de março de 2008

Acreditar sem limites

Já há uns tempos que tinha visto este filme... mas há verdades que entristecem e fui guardando. Hoje, numa aula, recordei-o e não resisti. Alguém, enorme, sabia depender de tudo o que lhe estava a ser feito, de todos os procedimentos que estava a ser alvo, de todos os testes que tinha de sofrer... de todos os olhares passageiros à procura de mais um sinal... de todos os instrumentos frios a tocar-lhe a pele... e até da espera. Mas sabia que a objectividade da ciência é o maior dos seus limites e que o que lhe falta é acreditar...

terça-feira, 4 de março de 2008

inventem-se palavras

Às vezes não sei escrever-me… fico parada à espera que se inventem palavras e percebo que bastava dizer(-me) eu.